cavalgada incerta

que estranho sentimento de finitude, quando penso na minha vida, perdas – separações – projetos, cursos ou caminhos e a sensação da cavalgada que me era estranha. eu sempre senti muito medo disto e daquilo. tudo misturado, a vontade de viver , o desejo, o encanto, o outro, o amor agarrado, os filhos… os filhos que precisam ir e ser e acontecer e amar. amar para sempre e sempre, juntos. os amados amores e agora esta aflição aflita de que não sei bem para que serve viver, uma saudade do apartamento da José Picoral, 117 com seu piso de lajotas vermelhas, parede de pedra, grande biblioteca, enorme cozinha e a sacada que nos dava as redes… e o mar logo ali, tão perto, tão ruidoso, e as pessoas, tantas pessoas… tantas risadas e conversas… por que não estou mais ali, por que não estou aonde era, afinal, quem eu sou, como sou… por que abandonei meus alunos e deixei a faculdade, e o esforço, e a cura? aonde joguei meu mestrado, doutorado e paixão por arte, por música, meus amores amados / amigos, queridos. quero tudo outra vez, quero de volta… quero viver, viver, viver… e encontrar a Torres da minha juventude, ver a Porto Alegre dos caminhos, de Petrópolis, da rua Vitor Hugo 229, mas também minhas escolas, o Esplanada, Bloco A na rua André Poente. Quantos sonhos! Elizabeth M. B. Mattos – Torres 2026

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