passeado / passando pelos livros…

KIOTO Yasunari Kawabata

os próprios escritos de Kawabata refletem tendências como a ‘escrita automática’ de Gertrude Stein, ou o ‘fluxo de consciência’ de James Joyce Joyce //

o livro Kioto é transformação entre Modernidade e a vida.

Kawabata recebeu o Nobel de Literatura em 1968 pelo ‘domínio de sua narrativa, expressando com admirável sensibilidade o espírito japonês” //além de Kioto li No País das Neves //

“o trabalho de Kawabata, apesar de ter assimilado e destilado influências do Ocidente, permanece essencialmente japonês, o que dificulta sua comparação com outros mestres da literatura contemporânea”.

Yasunari Kawabata nasceu em Kioto a 11 de junho de 1899 / morreu em 22 de abril de 1972 //. O pai era médico e a mãe interessava-se vivamente pela literatura. Ele pretendia ser pintor, mas quando alcançou os doze anos, já no curso intermediário, decidiu dedicar-se a literatura. Passou a interessar-se pela literatura budista, particularmente o período Hian, que se estende do século IX ao XII. O valor das escrituras budistas, em particular, não se encontra nos ensinamentos religiosos, mas em suas versões literárias, em suas fantasias, diria Kawabata. Foi seu protegido (que li quase tudo) YUKIO MISHIMA

vida / anotada nas páginas do livro:

acho que tenho saudade da varanda, sim, estar ao ar livre, diante do campo / no campo. vida foi rica em apaziguamento! // quando casei com o Jorge e me recolhi para viver a vida de Santa Cruz do Sul / Rio Pardo. amadureci e solidifiquei por dentro, compreendi quem eu era… aos quarenta anos decidi ter mais uma filha: Luiza a minha menina gaúcha. então, os meus três filhos cariocas viveram/tiveram meninice maravilhosa e uma nova irmã! nossa bebê!

Chieko descobriu as violetas que floresciam no velho tronco de carvalho.

e o livro começa… Elizabeth M. B. Mattos – abril de 2026 – Torres

escrever requer / exige muita leitura, atenção com as palavras, vocabulário

entre as violetas, o carvalho. encontra-se conhecer-se impressionado pela vida e pela solidão em que crescem...

Limitam-se a cumprir sua existência, continuando a reproduzir-se.

este limite de mundo / existe para algumas pessoas…

[…] as cerejeira do imenso parque tinham começado a florir.

Yasunari Kawabata

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