segredos da memória

estranheza… lembrança não definida, presença. sim, mês de abril tem som de canto. uma alegria saltitante… agora, nos meus longes, no meio da luz, eu me perguntava o quê? por quê? e foi se arrastando, passando… entreguei! não me preocupei mais em lembrar.

constato: mãos dadas, é isso, mãos dadas.

na preguiça da madrugada esquecida, alguém rebimbou / aniversário. aniversário pode ser sempre desenterrar uma história de alegre lembrança… boa, sim, as que nos terrificam caem direto no poço, já não são mais lembranças mas sustos, pesadelos indefinidos. o meu tem sempre o não chegar…

sonho preguiçoso, colorido e ansioso. eu voltando, querendo voltar sem chegar. pensei, como é recorrente este sonho / diferentes lugares / situações mas o mesmo: quero voltar mas não consigo, são inacessíveis os caminhos. fico sem sapatos, sem dinheiro, atrapalhada, transparente no meio da corrida de todos voltando… um alguém gentil me ajuda, (sempre tem uma gentileza) fico satisfeita / grata… mas termino noutro trajeto complicado. acordo /// o sono manhã me acorda cheio de preguiça… credo! foi esquisito o percurso… Elizabeth M. B. Mattos – abril de 2026

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