quase nada ou tudo: a criatura / eu / acorda e se pergunta: onde coloquei o meu cachecol preferido? depois de procurar, procurar, pensa que passar um café vai reanimar… bingo! encontrei… nas costas da cadeira, logo ali… não, não estava nas gavetaem baixo dos travesseiros ou perdido.
coloco o feijão para cozinhar, na panela de ferro e vou pensando no assado, na couve que não comprei, na caminhada que eu devo fazer… a poeira me inquieta… não, meu querido, não podes imaginar a loucura de tirar o pó ou limpar, limpar… já fez parte do meu imaginário… tudo no lugar certo flores iluminando a sala. eu a imaginar o livro, a história. escrever e disciplinaas próximas três horas recheadas de entusiasmo. cadê o tal entusiasmo? será que eles, os políticos, se acertaram nas derrotas, ou semearam os canteiros o que será sério? quando foique D. Pedro imaginou Brasil? republicano… não, não sei dizer o que penso ou sinto escorreg para tristeza de João // faço frases, faço fila na quitanda, e vou dar uma volta na praça. um dia de sol hoje. o edifício cheio de cães que sobem e descem, as vozes do feriado me acordam cedo apesar da insônia. ainda me chamo Elizabeth M. B. Mattos – 2026 – Torres
