qualquer pessoa provida de imaginação está sujeita a sentir medo. eu posso ir a qualquer lugar sem sentir medo. ( não tenho imaginação ) fico como que a sapatear nos mesmos sentimentos. contemplativa estou a observar o mesmo do mesmo. caçar estrelas no céu… deixar o vento e a chuva a me assustarem. dormir de cansada, acordar com sono, banalidade. não quero seguir. quero voltar. aliás, estou sempre voltando… esquisito constatar. e este negócio de perdoar aperta. ou a gente perdoa de fato, ou ‘passa’ por distraído… se a gente briga ninguém entende nada. amar, esta coisa de amar complica, mas, sei lá, mas como seria viver diferente sem pescar bons sentimentos? nunca tive paciência para pescar… agitação de fora para dentro, de dentro para fora… ser o que sou / como sou, o tempo todo distraída com o sol, e tão atenta as letras, a curvatura da palavra, entranhas do idioma… ainda posso te escutar? sei lá. um dia, meu querido, tu olhaste no meu sorriso e eu sonhei guardar olhos azuis. conseguimos ser um do outro, naquele eterno de um momento. Basta? Elizabeth M. B. Mattos. maio de 2026 – Torres