” Há muito tempo, ela pegou uma pedrinha branca na praia. Removeu a areia, colocou -a no bolso da calça e, chegando em casa, guardou-a na gaveta. Era uma pedra redonda e lisa, degastada pela ondas. Pensou que fosse tão clara que pudesse ver seu interior, mas, na verdade, não era transparente a esse ponto ( na realidade, era uma pedra branca comum). Às vezes, ela tirava a pedra do seu recanto e a pousava na palma da mão. Imaginava que, se pudesse condensar o silêncio no menor e mais sólido objeto, essa seria a sensação tátil.” (p.93) Han Kang – O livro branco
” A vida não é particularmente gentil com ninguém. O granizo cai enquanto ela caminha sabendo desse fato. Tudo passa. Ao andar ela se lembra de que, no fim, tudo que você agarra usando todas as forças vai desaparecer.”
Agraciada com o Prêmio Nobel de Literatura 2024. Han Kang nasceu na Coréia do Sul em 1970
E eu? Fotografo folhas, minhas pedras, o tempo… Quero escrever sobre agarrar o tempo. Fotografo minha alma aos pouquinhos. Mas, o fato é que está tudo embaciado. Não compreendo. Hoje faz sol. O dia tá pacífico… de certo eu vou chegar até você. você encontrado, perdido, outra vez achado, o amor é com as ondas do mar… vai, volta.. fica, tá lá no mar… Elizabeth M. B. Mattos – maio de 2026 – nada que fotografei consegui que ficasse. (risos)
