o filho – da – estrela

Era uma vez dois pobres Lenhadores que estavam indo para casa através de uma grande floresta de pinheiros. Era inverno, e fazia um frio terrível. A neve estava alta no chão e recobria os ramos das árvores; o gelo ia estourando os raminhos mais tenros, enquanto passavam; e quando chegaram à Torrente da Montanha ela estava pairando no ar, imóvel, pois o REi do Gelo já a beijara.

O frio era tão intenso que nem mesmo os animais e os pássaros sabiam o que pensar.

– Uuuhh! – rosnou o Lobo, enquanto capengava entre as plantas rasteiras, com o rabo entre as pernas. – Isso é o que eu chamo de tempo realmente pésssimo. Por que será que o Governo não faz alguma coisa?

-Piu!piu!piu! – chilrearam os Pintarroxos. – A velha Terra morreu e foi embrulhada em uma mortalha branca.

-A Terra vai se casar, e esse é seu vestido de noiva – sussurrou uma Pomba-rola para outra.

Seus pezinhos cor-de-rosa estava congelados, mas as pombas achavam que era seu dever encarar tudo com certo romantismo.

-Que bobagem! -grunhiu o Lobo. – Estou dizendo que é culpa do Governo, e se não me acreditarem, eu as comerei. (p.109-110) Oscar Wilde –Histórias de Fadas

deu vontade de contar às minhas fadas adormecidas histórias que eu vivi / aquela, por exemplo, que o mundo berrava, urrava de tanta chuva com trovoada, um sábado de manhã – eu tinha que abrir a galeria Garagem de Arte e ficar até às 13 horas / não importava ser sábado, nem chover, nem ter clientes / regra é regra.

agora fico pensando na lógica…

num sábado, sexta feriado, já feriadão, ou meio de // Porto Alegre quase esvaziada… horário é horário // e o que eu conseguira para não ficar presa na cidade? carona pra Torres que viria tipo 13 horas para viajar. Moinhos de Vento deserto, tudo quente e deserto. Fomos sequestrados. Foi horrível! Revólver na barriga / entraram na caminhonete, os três e seguimos… Elizabeth M. B. Mattos – fevereiro de um ano que não lembro agora / junho de 2026 / Torres

Deixe um comentário