susto e confusão

não entre em pânico / detalhes espicaçados de confusões ansiosas / estou colocando tudo na conta do tempo, do envelhecer contrariada / a lança e o olhar afiados… menos, menos, menos. vou buscar um gosto de liberdade viajando, visitando os filhos, ou indo pra Noruega…ou Japão / agarrei um sonho japonês e tudo me interessa / os livros pois é // já tenho uma pequena estante lotada / e meus vizinhos, na Vitor Hugo eram chineses / Tinita, Joyce e os irmãos (eram gêmeos?) lindos… e os muros? eram cercas vivas que também floriam… e as meninas, /às vezes, estavam na calçada. Joyce era cega / a mais velha das meninas, a mais linda, a mais para nós / sempre existe o mais… Tinita amiga e eu ganhava de aniversário lindas caixas de música, belíssimas… detalhes do amor. hoje troquei os horários das terapias, tipo o céu / amanhece cinzentão, súbito, azul, entre o frio e o quente… e seguimos. será que vai chover? eu? estou num esforço GIGANTE pra não subir no poço, entre túneis secretos. plantei margaridas, colhi jasmins, e a bandeja está com frutas, geladeira vazia… bem, nem tudo é perfeito. Elizabeth M. B. Mattos – agosto de 2026 – Torres a pensar muito nos cães da Ana, (divinos) e na gata da Luiza! e a Joana com sua loba amarela… e o Pedro chegando / a Claudia amorosa, presente. Esqueci dos genros! Não… nem das minhas sobrinhas Cristina e Marina / porque tem outra leva meio desaparecida… faz parte, faz parte! isso que a família é pequena… bem pequena!

pai , mãe e ANA Maria / Rio de Janeiro

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