insisto / penso // depois penso/ concluo, penso… a vida termina. eu protesto, mas sei que termina. durmo e acordo animada, mas o mesmo ranço recomeça… limpo a prateleira, logo o chão, depois lavo a louça, depois espero a chuva passar… ainda penso na ônix / era bom saber que ela precisa sair, passear, difícil admitir o tudo, o todo, e não me culpar por isso ou por aquilo… ela conseguiu sobreviver ao meu jeito avoado de ser… como sinto saudade. eu não agarrei o tempo do jeito certo, não olhei, não aceitei… deixei passar. esquisita pessoa! Elizabeth M.B. Mattos – outubro de 2026 – Torres