liberdade

minha juventude embebeu-se na corrente mais cristalina da tua verdade; a pena das minhas lides aparou-se no fio penetrante do teu amor, e nunca se imbuiu num sofisma ou se dissimulou num subterfúgio, para advogar uma causa que te não honrasse. De posto em posto a minha vida ascensão na vida publica se graduou invariavelmente pela das tuas conquistas; as vicissitudes da minha carreira acompanharam o diagrama das alternativas do teu curso; contra os dois partidos, que dividiam o Império, lutei pela tua realidade sempre desmentida; renunciei por ti, as galas do poder, suspirada por tantos, com que ele me acenou; sozinho, sem chefes, nem soldados, tive por ti a fé, que transpõe montanhas; ousei por na funda de jornalista pequeno a pedra de que zombaram os gigantes; ( e ele segue engrandecendo a verdade) // (Rui Barbosa / Hino à LIBERDADE / Coletânea Literária p.143)

e tenho a sensação de estar escondida, acuada, com medo de dizer ou ser / apenas o medo / de certo, a falta completa de liberdade, o susto destes tempos complicados e descabelados / desarrumados / sim, assustados. sigo atrás da verdade e do vigor de ser eu / difícil entender o que sinto dentro do medo. venta / esquisita temperatura, sei lá… frio ou só ventania?! Elizabeth M. B. Mattos – outubro de 2026 – Torres

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