Verde com preto

Verde com preto

Lembrança traiçoeira. Pintura da ilusão: biográfica. Humano, exercício do olhar. Capim no risco branco. Verde, preto,  flor. Na trepadeira da janela o maracujá fruta. Redondo. Palavras imprecisas. Fotografias. A história se debruça… A janela abre luz.

ARTIGO VEJA

ARTIGO VEJA

“Está cada vez mais difícil, em nosso mundo de hoje, encontrar inocentes. No exato momento que estiver lendo estas linhas, o leitor poderá muito bem estar sendo culpado pela prática de algum delito sério, mesmo que não saiba disso – e provavelmente não sabe. Como poderia saber? As noções de certo, de bem ou mal ou justo e injusto, cada vez mais, são definidas por dezenas de ‘causas’ em relação às quais é indispensável estar do lado correto. E que lado é esse?”

002p. 114-115/ 24 de abril, 2013 VEJA J.R. GUZZO

“Não me sinto qualificada para distinguir o que é bom ou mau para um Estado, para uma cidade, para uma pessoa. Entre todos e tudo, só um único indivíduo me interessa. Esta é minha doença, minha obsessão, e ao mesmo tempo alguma coisa que de certo modo me pertence e me foi confiada para que a julgue segundo meus critérios.” A política jamais me fascinou – 21 de abril de 2013. EMattos

Não somos mais nada. Oscilamos! Tudo vai dar confusão! Estamos cada vez mais ovelhas assustadas?E não fazemos nada…

Rio Grande do SUL

Rio Grande do SUL

Rio Grande do Sul, ao tempo dos primeiros povoadores, carta do mestre de campo André Ribeiro Coutinho no ano de 1737 ao seu superior:
“A este país, meu senhor, tenho chamado a terra dos muitos, e ouço Vossa Mercê a razão. Na verdade, há muita carne, muito peixe, muito pato, muita marreca, muito pântano. No verão, muita calma, muita mosca, muita mutuca, muito mosquito. No inverno, muita chuva, muito vento, muito frio, muito trovão. E em qualquer tempo, muito trabalho, muita faxina, muito boa água, muita esperança e muita saúde para bem servir a Vossa Mercê.” (p.12)
Luiz Carlos Barbosa Lessa. Nativismo. LPM Editores

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FOTOS de ANA MARIA VIANNA MOOG

Abraçar a beleza

O que é bom ou mau para o Estado, para  a cidade, para o país?  Conhecer a polis, a política, e conversar: sair de mãos dadas com a vida… Mudar. Aprender. Reagir. Reagir a violência, a maldade, a corrupção. Ao excesso de poder. Mercado de favores. Caráter.  Boas intenções.  liberdade.  Por que esta agressão gratuita, invejosa? Prepotência  risonha? Vamos abraçar a beleza. Ao mar… Elizabeth M. B. Mattos – abril de 2013 – Torres

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Foto do Blog http://thefullerview.tumblr.com/

Padrinhos e cartões

Padrinhos e cartões

Suzana Coufal, Anita e Roberto Menna Barreto Mattos, Tânia Assis Brasil, Maria Benedita e Telmo de Athayde Bohrer, Margarida Coelho de Souza e Maricota Kroeff

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Caio Ribeiro, Sr. e Sra. Evory Schmidt, Lurdes Vianna Moog, Sra. Ana Maria e Aroldo Rodrigues, Sr. e Sra Airton Schuck

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Túnel do Tempo

010Casamento em 1968

O biombo é do pintor gaúcho Glauco Rodrigues

Beth, Geraldo e eu

 A prima Beatriz de Athayde Bohrer, minha Dama.

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Igreja São José. Padre Miro. Fevereiro de 1968.

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FOLHA da TARDE, 10 de fevereiro de 1968

Elizabeth e Geraldo

Na tarde de ontem, na Igreja São José, Elizabeth Menna Barreto Mattos, filha do casal Roberto e Anita Menna Barreto Mattos, tornou-se senhora Geraldo Camara Moog. O noivo é filho do escritor Vianna Moog, que veio especialmente do México, onde desempenha funções diplomáticas, A Igreja São José estava repleta de convidados, representando a sociedade gaúcha.

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ZERO HORA, 12 de fevereiro 1968

Beth Menna Barreto Mattos foi uma noiva linda, usando modelo original. Seu tipo de beleza do Sul fazia complemento perfeito com a grinalda (RUI), que lhe adornava a cabeça. No altar da Igreja São José, a cerimônia foi das mais elegantes para o enlace de Beth e Geraldo Câmara Moog. Foram padrinhos o professor e a sra. Aroldo Rodrigues, Gen. E sra. Olavo Vianna Moog e Gilberto e Ligia Moog pelo noivo. Pela noiva, foram padrinhos, Júlio e Maricota Corbetta, Flávio e Ivonne Pinto Soares, Carlos Eduardo e Margarida Coelho de Souza.

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No atelier do RUI

Com Cristina e Marina Assis Brasil, as sobrinhas.

Com Mafalda e Érico Veríssimo

Rio de Janeiro 1970 num almoço com os Veríssimo. Geraldo com o pai e a mãe, Friga e Codomir Vianna Moog e Ana Maria bebê.

Rua Viúva Lacerda Botafogo.

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1972 Sítio Arapiranga, Petrópolis. Rio de Janeiro

Athayde e Bohrer

Athayde e Bhorer

PRIMEIRA COMUNHÃO em GUAÍBA

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1929

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1933

Clóvis de Athayde Bohrer e Telmo de Athayde Bohrer

sobrinhos de Otaviano Alves de Athayde

filhos de Felícia de Athayde Bohrer, a Dinda 

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1935 uma lembrança do primo mais velho, Júlio de Athayde Bohrer

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A Dinda

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JOANA ALVES de ATHAYDE

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Colégio Santa Catarina  Hamburgo Velho

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ATHAYDE Bohrer e Alves de ATHAYDE

Julio de Athayde Bohrer

Clóvis de Athayde Bohrer

e Telmo de Athayde Bohrer

os primos irmãos

ANITA DE ATHAYDE e JOANA DE ATHAYDE

minha mãe Anita e minha tia Joana

filhas de Otaviano Alves de Athayde

Nesta foto Roberto Menna Barreto Mattos e Anita de Athayde Mattos

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Colégio São José 1935

Colégio São José 1935

As formandas – São Leopoldo – 1935

Anita de Athayde oradora da turma:

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Exmo. Sr Othelo Rosa, D.D. Secretário de Educação e Saúde Pública, caro Paraninfo, Imo. Sr. Cel. Teodomiro Porto da Fonseca, Exmo Sr. Cel Antenor Barcellos de Amorim, Sr Madres e Irmãs, Caros Professores – Dona Estela Daudt  e Lucia Alencastro, Dr. Jorge Paleikat, SR. Jorge Black e Tte Mario Tompson Flores, homenageados nossos.

Meus senhores, Colegas:

“Vamos deixando um pouco de nós mesmos pelos lugares aonde  passamos e a vida é plena de momentos significativos que o tempo leva sem que os indivíduos deles se apercebam. Em tudo o que passa pela vida fica uma partícula daquilo que somos; de tudo o que se nos aparece no caminho, vai conosco algo do que seremos; e assim tudo o que nos fez vibrar fica sendo um pouco de nós mesmos enquanto, por nossa vez, aprendemos a piedade para com as coisas e para com os homens. À medida que evocamos os dias já vividos, sentimos a força que a eles nos prende e a intensidade com que influem no perpassar de novos dias. Momentos há, porém, em que a súbita transmutação de aspectos e cenários revela acontecimentos tão significativos na vida que o indivíduo se obriga a escutar o coração, enquanto a alma se comove toda inteira no turbilhonante entrechoque dos sentimentos. Para nós é chegado este momento todo palpitante de emoções. Alunas deste colégio que viu passar a nossa adolescência, eis – nos, já moças, transpondo o limiar em que ingressamos quase crianças ainda. O primeiro passo foi dado, e aqui começa a jornada. Antes de partirmos, digamos o que nos levou a solicitar do Sr. Othelo Rosa. M. D. Secretário de Educação e Saúde Pública, a honrar de paraninfar nossa turma. Nesta casa, aonde viemos dessedentar nossas inteligências com algumas gotas de sabedoria profana, e alimentar nosso espírito no estímulo da religião do Cristo, nesta casa, aprendemos a cultuar os verdadeiros valores. Daí a origem do nosso gesto. Sr. Othelo Rosa, como paraninfo nosso, permiti vos veja apresentada a mais sincera homenagem com o “obrigada’ desta turma que mereceu a partícula distinção de receber como protetor, uma das mais legítimas glórias rio-grandense, uma das figuras mais destacadas nas letras gaúchas, um dos maiores benfeitores da instrução de nosso Estado. Fale de seu valor, seu próprio nome a se impor cada vez mais como autoridade reconhecida nas questões de Ensino Sr. Othelo Rosa, as alunas mestras deste colégio, que de vossas mãos acabam de receber diploma, agradecem a gentileza com que lhes acolheste o convite, abrilhantando esta solenidade com vossa presença. (…)

Anita de Athayde

minha mãe Elizabeth Mattos

Colégio São José – São Leopoldo – 1936

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OTAVIANO ALVES DE ATHAYDE

meu vô materno

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Mala pequena

Dia em abril com este abril de brilho. Sol. Quietude. Viajei dois dias para chegar ao chalé. Verde. Azul. Marrom. Bege. Tem água, árvores, areia, terra. Flores. Abri a mala pequena e peguei lápis, caderno. Antes empilhei os livros, tirei os manuscritos, também o bloco de croquis. (Depois, passarei as cores) Descalço os sapatos e levanto a saia para ter as pernas ao sol. O mar está naquele ir e vir tão parecido com o ritmo da vida. Desenho teu rosto. Acerto, menos a boca. Não é cheia…/ou é muito mais carnuda. Tem um sombreado duro. E eu te vejo empertigado, cerimonioso, inquieto. Aflito. Feliz. Vens ao meu encontro. Escolhes as cores das camisas, deixas de lado aquela bermuda que eu gosto, o que importa, chegas. Ou te olhas no espelho? A vaidade, às vezes, se perde na incerteza… Posso estar na tua vida? O que é mesmo que significa estar na vida de uma pessoa? Tu podes me explicar? Ah! Oxalá chegues logo. Elizabeth M.B. Mattos – abril de 2013 – Torres