LUIZA

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ENQUANTO VOCÊ DORMIA.

Enquanto você dormia o café estava sendo passado.
Enquanto você dormia havia choro pela casa.
Enquanto você dormia as remelas estavam debaixo d’agua.
Enquanto você dormia o sol já havia puxado minhas cobertas com suas garras afiadas e maldosas.
Enquanto você dormia nós escutavamos o restinho de silencio se misturar ao rumor da antiga porcelana.
Enquanto você dormia a janela da cozinha, dos quartos, da sala e porta do quintal já estavam abertas.
Enquanto você dormia estavam todos enfileirados, lavados e escovados. Um, dois, três.
Enquanto você dormia, em alto e bom som, ecoava pela casa minha música preferida e os pássaros cantavam lá fora.
Enquanto você dormia.
Enquanto você dormia estavamos, prazerosamente, lutando por mais cinco minutos.
Enquanto você dormia o sino já havia tocado.
Enquanto você dormia tudo despertava.
Enquanto você dormia o passo aumentava seu ritmo.Por fim, enquanto você dormia,  tudo fazia mais sentido.Luiza Mattos Domingues.

Olhos com vendas

“Durante muitos anos, Marianne deixou que uma parte dela ficasse sem uso. Tudo que uma educação tradicional sufocou. Sua visão de vida foi construída sobre convenções e falta de fantasia; o amor, em grande parte, era um sentimento de dependência. Ela tentou apoiar sua vida em outro ser humano, com a crença otimista de que ele tinha força bastante para ambos” (p.178)

Liv Ullmann neste texto explica Marianne, personagem de Ingmar Bergman em Cenas de um Casamento. Velha e nova mulher! Ainda hoje apoiamos toda a vida numa única pessoa. O casamento é o indivíduo, tudo o que ele nos proporcionar: dinheiro, sexo, risadas. Não importa que valor. Juventude, influência, segurança. Aquele elo da chamada felicidade que não está na própria pessoa, mas no outro. Poder. O único condutor. Sem julgamentos, apenas convenções.

“Algumas fazem o que Nora fez. Batem a porta atrás de si. Nora fica à porta e diz: ‘ Não sei o que será de mim. Não sei para onde vou. Só sei que não posso mais me incomodar com o que os outros dizem. Preciso encontrar meu próprio caminho. ’ Não é aí que estão as possibilidades da vida? Não necessariamente chegar, mas sempre estar a caminho, em movimento.” (p.179)

Na literatura encontram-se personagens da vida real, ou vice versa. É curioso nos reconhecer, ou identificarmos a Sonia, a Maria Helena, a Ismênia, a Lúcia… Olhos vendados! Não é preciso entender…

Nora personagem de Casa de Boneca de Henrik Ibsen.  Liv Ullmann interpretou Nora no cinema, e no teatro.

Mutações –  Liv Ullmann – Editora Nordica – 1978.

É péssimo

A vida tem segredos… Acontece tão depressa Cláudia! E por nada! E por tanto! Em que enorme solidão nos enfiamos para querer voar assim? Voar! É chegar ao outro lado… Existe mundo do outro lado? Segredos amigos! Traiçoeiros? Não sei. O caminho, o cheiro, ou um agrado, uma cenoura… Aquela.  Mais do que tudo o mais. Quando queremos vamos… Aliás, nos atiramos! Não importa nada,  seguimos. Queria que tivesse sido diferente! Queria ter conversado contigo, mas não consegui! Perdoa!  Tu a menina! Parece injusto! E de repente não estás mais aqui!

Acho péssimo envelhecer!

Um dia com sol, outro com lua, e preciso usar óculos. Ah!  Se males fossem apenas estes! O meu tardio carinho amiga! Elizabeth M.B. Mattos – 2013 – Torres

Verde com preto

Lembrança traiçoeira. Pintura da ilusão: biográfica. Humano, exercício do olhar. Capim no risco branco. Verde, preto,  flor. Na trepadeira da janela o maracujá fruta. Redondo. Palavras imprecisas. Fotografias. A história se debruça… A janela abre luz.

Verde com preto

ARTIGO VEJA

“Está cada vez mais difícil, em nosso mundo de hoje, encontrar inocentes. No exato momento que estiver lendo estas linhas, o leitor poderá muito bem estar sendo culpado pela prática de algum delito sério, mesmo que não saiba disso – e provavelmente não sabe. Como poderia saber? As noções de certo, de bem ou mal ou justo e injusto, cada vez mais, são definidas por dezenas de ‘causas’ em relação às quais é indispensável estar do lado correto. E que lado é esse?”

002p. 114-115/ 24 de abril, 2013 VEJA J.R. GUZZO

“Não me sinto qualificada para distinguir o que é bom ou mau para um Estado, para uma cidade, para uma pessoa. Entre todos e tudo, só um único indivíduo me interessa. Esta é minha doença, minha obsessão, e ao mesmo tempo alguma coisa que de certo modo me pertence e me foi confiada para que a julgue segundo meus critérios.” A política jamais me fascinou – 21 de abril de 2013. EMattos

Não somos mais nada. Oscilamos! Tudo vai dar confusão! Estamos cada vez mais ovelhas assustadas?E não fazemos nada…

ARTIGO VEJA

Rio Grande do SUL

Rio Grande do Sul, ao tempo dos primeiros povoadores, carta do mestre de campo André Ribeiro Coutinho no ano de 1737 ao seu superior:
“A este país, meu senhor, tenho chamado a terra dos muitos, e ouço Vossa Mercê a razão. Na verdade, há muita carne, muito peixe, muito pato, muita marreca, muito pântano. No verão, muita calma, muita mosca, muita mutuca, muito mosquito. No inverno, muita chuva, muito vento, muito frio, muito trovão. E em qualquer tempo, muito trabalho, muita faxina, muito boa água, muita esperança e muita saúde para bem servir a Vossa Mercê.” (p.12)
Luiz Carlos Barbosa Lessa. Nativismo. LPM Editores

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FOTOS de ANA MARIA VIANNA MOOG

Rio Grande do SUL

Abraçar a beleza

O que é bom ou mau para o Estado, para  a cidade, para o país?  Conhecer a polis, a política, e conversar: sair de mãos dadas com a vida… Mudar. Aprender. Reagir. Reagir a violência, a maldade, a corrupção. Ao excesso de poder. Mercado de favores. Caráter.  Boas intenções.  liberdade.  Por que esta agressão gratuita, invejosa? Prepotência  risonha? Vamos abraçar a beleza. Ao mar… Elizabeth M. B. Mattos – abril de 2013 – Torres

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Foto do Blog http://thefullerview.tumblr.com/

Padrinhos e cartões

Suzana Coufal, Anita e Roberto Menna Barreto Mattos, Tânia Assis Brasil, Maria Benedita e Telmo de Athayde Bohrer, Margarida Coelho de Souza e Maricota Kroeff

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Caio Ribeiro, Sr. e Sra. Evory Schmidt, Lurdes Vianna Moog, Sra. Ana Maria e Aroldo Rodrigues, Sr. e Sra Airton Schuck

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Padrinhos e cartões

010Casamento em 1968

O biombo é do pintor gaúcho Glauco Rodrigues

Beth, Geraldo e eu

 A prima Beatriz de Athayde Bohrer, minha Dama.

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Igreja São José. Padre Miro. Fevereiro de 1968.

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FOLHA da TARDE, 10 de fevereiro de 1968

Elizabeth e Geraldo

Na tarde de ontem, na Igreja São José, Elizabeth Menna Barreto Mattos, filha do casal Roberto e Anita Menna Barreto Mattos, tornou-se senhora Geraldo Camara Moog. O noivo é filho do escritor Vianna Moog, que veio especialmente do México, onde desempenha funções diplomáticas, A Igreja São José estava repleta de convidados, representando a sociedade gaúcha.

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ZERO HORA, 12 de fevereiro 1968

Beth Menna Barreto Mattos foi uma noiva linda, usando modelo original. Seu tipo de beleza do Sul fazia complemento perfeito com a grinalda (RUI), que lhe adornava a cabeça. No altar da Igreja São José, a cerimônia foi das mais elegantes para o enlace de Beth e Geraldo Câmara Moog. Foram padrinhos o professor e a sra. Aroldo Rodrigues, Gen. E sra. Olavo Vianna Moog e Gilberto e Ligia Moog pelo noivo. Pela noiva, foram padrinhos, Júlio e Maricota Corbetta, Flávio e Ivonne Pinto Soares, Carlos Eduardo e Margarida Coelho de Souza.

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No atelier do RUI

Com Cristina e Marina Assis Brasil, as sobrinhas.

Com Mafalda e Érico Veríssimo

Rio de Janeiro 1970 num almoço com os Veríssimo. Geraldo com o pai e a mãe, Friga e Codomir Vianna Moog e Ana Maria bebê.

Rua Viúva Lacerda Botafogo.

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1972 Sítio Arapiranga, Petrópolis. Rio de Janeiro

Túnel do Tempo