Procuro meus amigos

Procuro meus amigos

A saudade está na garganta. Certeza que o tempo certo, o bom, o feliz,  il revient… Il est là  pour toujours! Estes tipos  voltam. O tempo da música barroca, de estudar francês, esquiar na Itália, trazer o Marco, dançar, morar na Prudente de Morais, na Barão da Torres, na Viúva Lacerda, e ir pra São Paulo nos fins de semana… Escutar o Carlos Lyra! Onde é que vocês estão? A Guilhermina e o Pierre, o Willy… o Claude, e aquele imenso prato de cerejas naturais que veio de Modena? Quero tudo outra vez!

DEBUTANTES de 1961 – Country Club

Bebete Torelly, Lala Aranha,Beth Mattos,Zenia Aranha, Ana Luisa Terra Lopes, a Lali (prima da Zênia e da Lala, e da Maria Clara Gomes), veio do Rio de Janeiro, e Maria Araci Correia Meyer …

 Na outra foto  na casa da Mila Cauduro à direita:  Helena Fontoura, Marta Cibils, Bebete Torelly, Lala Aranha, Maria Araci, Luiza Maria Cavalcanti, Zenia Aranha, Marisa Melzer, Tânia Borges, Magda Franciosi, Beatriz Paiva (meio escondida), duas que não lembro, não eram de Porto Alegre…acho) e eu.

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Na casa da Mila CAUDURO o grupo das debutantes.

Ana Helena Macedo e Maria Araci, eu…  Baile do dia 9 de junho 1961 no Country.

Luiz Augusto com suas debutantes.

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Beatriz Paiva, Luiza Maria Cavalcanti, Magda Franciosi, Tânia Borges e Marisa Melzer, sentada não me lembro…E eu.

Foto de PEDRO OSWALDO CRUZ

A foto conversa. Conversa com ela mesma usando da memória. Foto ponte balsa navio, chegada. Ela interroga, mas responde. O silêncio, – demorado discurso… Existem fotos silenciosas. Outras descritivas. Outras são nominadas. Na escolha o rascunho. Texto subentendido. A foto pode ser bela ou conter/ser o horror como a bomba de Hiroshima. Pedro Oswaldo Cruz  fez esta foto ser bonita especial. Para cada pessoa uma história diferente. Obrigada Pedrinho! Elizabeth M.B. Mattos – Rio de Janeiro – 1968

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A biblioteca

A biblioteca transpira, inspira, embeleza o individuo, e surpreende. “De depósito de livro, passam a oferecer quase tudo. Alguns espaços são silenciosos, para ler. Em outros, conversamos ou nos reunimos”. E, nos renovamos. “Seu ambiente terá o visgo intelectual da Ágora grega, das livrarias da Rua do Ouvidor nos tempos de Machado de Assis, dos cafés da Rive Gauche, das Starbucks e dos restaurantes chineses do Vale do Silício. Haverá abundância de jornais, e revistas e livros de interesse geral.”
A biblioteca

Muita historia escrita! A biblioteca!

A fantasia de tantos textos! E a casa de memórias…

Vitor Hugo 229 – Petrópolis – Porto Alegre. “Há uma coisa, um pé fantasma, que às vezes dói como o diabo, e os dedos se dobram para cima ou têm espasmos. […] Então sinto a perna, vividamente, mas é um fantasma bom, diferente.” Olivier Sacks. A biblioteca, minha  dor  fantasma,  é outra: olhar os nós de pinho na lareira, imaginar o fogo, ver as pessoas.  A menina encolhida na cadeira,  as bonecas. A porta  aberta pro jardim, o pai a descascar laranjas… O alpendre com as lajotas oitavadas, vermelhas. Ou ainda a mãe, pernas recolhidas em cima do sofá, lendo sob a luz de um abajur alto. Alabastro, mármore, prata. E as estantes de louro conversam nesta memória fotografada. Elizabeth M.B. Mattos

A biblioteca vestida de gala.

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“A nova biblioteca, salas e auditórios promovem conferências, concertos e exposições. Por que não jardins lindos, para criativos peripatéticos? Ou espaços para meditar? No fundo, a biblioteca deve tornar-se um lugar de leitura, troca de ideias e interação criativa entre os frequentadores. Enfim, uma usina intelectual, contribuindo para o avanço do país. Naturalmente, quando bate a fome, lá comemos. Afinal, um lugar onde se lê e se tomam livros emprestados, porque não os vende também? Assunto e clientela são os mesmos das livrarias.” Cláudio de Moura Castro, 26 de agosto de 2015, – revista VEJA  –  Bibliotecas: metamorfose ou morte?

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Desenho do Jorge Roberto Ortiz Domingues: duas famílias se fundiram.

AMENIDADES do percurso

TORRES

TORRES era o SONHO DE VERÃO! AS férias traziam os encontros na SAPT, o cinema, dançar, ser feliz era ordem do dia!

Torres, 25 de janeiro 1962.

GINKANASOCIEDADE LUIZ AUGUSTO

POTINS

Os nomes mais top da jovem guarda gaúcha tomaram parte ativa na competição. O segundo lugar coube à equipe de Lalo Kroeff Corbeta com Guga Stumpf, Beth Mattos e Anette Ferreira. E o terceiro lugar à equipe de Roberto Saboia, com Kitty Kroeff, Oswaldo Kroeff e Vinicius Shimitd.

Quatro biquínis foram aplaudidíssimos: Kitty Kroeff, Bety Reverbel, Bília Fortini e Magda Franciosi.”

A mesma coisa não é AVATAR

A palavra armadilha, o escrito permanente, mas há fugas… O guerreiro escondido neste pequeno fazer. Colecionador. Acelera o tempo, e passa tão lento! Ainda é Carnaval! Getúlio Vargas se matou com um tiro, escreve uma carta. Jânio Quadros renunciou, Papa Bento XVI se aposentou por ter saúde precária – envelheceu… Tudo é assim inédito e antigo. Ernest Hemingway se suicidou. Flavio Tavares sobreviveu. Érico Veríssimo morreu. Iberê Camargo está vivo. A pintura sobrevive.

Elias Canetti escreve no livro  O Jogo dos Olhos (p.36)

“A almejada entrega, o abrir-se a outrem, torna-se perigoso, pois como se fará para reencontrar a si mesmo, como suportar, depois, a própria solidão?”

Arquivos do tempo

Cartas...

Cartas seguem como documentos de uma época. Registro. Debaixo de cada palavra mil outras empilhadas. Uma luz, uma mágoa. Uma carta…

Esta é para Neli, mulher do ator Alberto Ruschel –  famoso filme, O Cangaceiro.

“Porto Alegre, 23 de abril de 1951.

Minha querida Neli – quero ver se consigo te escrever uma carta a máquina. Há tanta coisa para te contar que a máquina devia ser o meio mais indicado para andar depressa, como gente moderna no trabalho de escrever. Acontece que eu sou ignorante e burra. Nunca me disseram que o barulho que a dita faz tem o encanto igual ao da chuva batendo no portal da casa da gente nos dias de ansiada solidão. A chuva, fecha mais a porta aos intrusos  e nos isola da maneira desejada na companhia dos que tem têm verdadeiramente interesse e amizade na gente. A máquina é parecida com a chuva quando se escreve – para uma amiga, não é… Ela vai pinçando, mais devagar ou mais depressa, como o bater do coração doente, no ritmo desigual, as palavras que devem ser ditas e assim desenhando o pensamento, e isolando todos os outros ruídos da atenção. Como sabes, nada, ou quase nada tem saído direito desde que voltei (…) Anita