
Ainda Torres…

Ainda Torres…

Estou esperando o Natal…

Uma casa assume as características do morador, e, dependendo de quem seja, pode se tornar uma casa muito boa ou casa muito estranha. Quando a primavera chegar, por favor, plante algumas flores no quintal, dê um polimento no chão e conserte o telhado que despencou com a neve.
Por favor, cuide da mamãe
Kyung – Sook Shin
Le crépuscule est um arbre. Il fait brûler sa peau. Il s’ assombrit. Puis le silence passe d’un oiseau sur l’autre. Le bleu devient alors très noir. (Extrait)
Henry Deluy
Foto: edinilson karnopp

Atualmente, a casa se transformava em instrumento de tortura, não apenas pela quantidade de escadas, mas também porque amargava a saudade… Fisicamente não era mais possível caminhar. Todas as direções era sofrer. Precisava enfrentar quinze lances de escada à direita, e ou seis lances a esquerda. Para chegar à oficina, era preciso descer mais vinte lances de escada. Quando chegava a casa, era preciso carregá-lo nos braços, os degraus de acesso eram estreitos. Enfim, enfrentar escadas era o seu calvário: o que a casa lhe oferecia agora? Mesmo assim fazia questão de morrer ali, como se esta teimosia fosse o consolo, e não uma batalha legal.
Foto: edinilson karnopp

Uma casa é uma coisa estranha. Tudo fica muito gasto quando é utilizado, e às vezes é possível sentir o veneno de uma pessoa quando nos aproximamos dela, mas nada disso acontece com uma casa. Até uma boa casa desmorona rapidamente quando ninguém cuida dela. Uma casa está viva apenas quando há pessoas morando nela, tocando nela e permanecendo nela. (p.200)
Kyung – Sook Shin : Por favor, cuide da mamãe
Foto: edinilson karnopp




