Ainda Amós OZ

“Pois é, a gente tem de viver de alguma coisa, não é mesmo?” Porém seu coração não estava no comércio, mas sim nas suas paixões secretas e inocentes, que, tal como um ginasiano de setenta anos, abrigava no fundo do coração – nostalgias e sonhos vagos. Se lhe fosse dado viver sua vida novamente, conforme suas preferências e autênticas inclinações, por certo teria escolhido amar as mulheres, ser amado por elas, compreender seu coração, gozar de sua companhia nas férias de verão em meio à natureza, navegar em barquinhos por lagos azuis aos pés das montanhas nevadas, compor poemas apaixonados, ser um homem lindíssimo, delicado, de cabelos cacheados, mas de porte masculino, ser amado pelas multidões,ser Tchernichowski, ou Byron. Ou melhor ainda, ser Zeef Jabotinsky: o poeta inspirador e o líder carismático combinados em uma única maravilhosa pessoa.

Toda a sua vida ansiou por mundos de amor e generosidade de sentimentos. Ao que parece, nunca percebeu a diferença entre amor e admiração: tinha uma sede imensa de ambas as coisas. ” (p.136)

 

AMÓS OZ De Amor e Trevas. Editora Companhia das Letras

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