Paulo Hecker Filho: Príncipe de Porto Alegre.

Torres, 03 de abril de 2012. Estou aqui sem ânimo, amarrada na vidinha de ir, e ir se amarrando ainda mais. Relendo tuas cartas dou-me conta que a energia se perdeu, pudesse eu recorrer as tuas palavras, ao teu talento amigo! Sinto-me partida. Eu te escrevia meio a febre do momento, acreditava em mim mesmo, e acreditando conseguia dizer o que sentia. Releio uma carta tua de 09 de março de 1999.

Beth: Depois de quatro laudas cheias, dizes: ‘Ando exausta emocionalmente e, portanto, não faço nada. ’ E as quatro laudas? Fazer um pouco, seriam dez? Beth ou o turbilhão. Além do que ficou equilibrado o teu passeio-carta por aquele livro de arte. Se bem que não era o combinado. O combinado foi um romance. Pelo menos uma novela. Pelo menos um conto. A idéia é que isso – ser objetiva ou artista – ajudaria a pôr as emoções no lugar.  Nesse ponto, não é de contar com os outros, a gente tem de resolver consigo mesmo.De alguma forma enfim o resolves na carta passeando por sedas e cores à altura delas. Brava Beth.

Pois é nisso que preciso acreditar, que eu posso. E tu estavas doente! Sem medo. O Príncipe de Porto Alegre! Que saudade!

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