Os dedos, a mão

 

Este cansaço que caminha ao lado surge sem avisar, num repente! O pequeno prazer que empresta sentido a vida desaparece. Fico a dar braçadas sem rumo, faço força, mas não saio do lugar. Chegarei ou não perto da paz? No alto da montanha encontro o avô de Hady dos Alpes. Cabras feno e estrelas, como na história. Não conheço o rio que mergulho. E não estou ao pé da montanha, mas na praia. As ondas não saem do lugar, chegam e vão iguais sempre as mesmas. Com desespero controlado procuro a mão generosa. Alguém deve saber o rumo o lugar seguro e a música. Terra nova! Elizabeth M.B. Mattos – junho 2013 – Torres

“Muitas pessoas diferentes, esquisitas, concluiu Iulek, esforçando-se para parecer um povo. Para se exprimir da mesma maneira. E substituindo sem parar canções antigas por canções mais novas. Dando expressão oral e escrita a todo o tipo de esperanças, queixas e saudades como se esse abundante palavreado tivesse a força de silenciar essa fraca voz interior: por que, por que se arrefece assim o coração cansado?” (p.125) Amós Oz  Uma certa Paz – Companhia das Letras – 2010

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