Meteórico

Torres em manhã sem sol. Outono no verão. Menina amuada esticada na cama, abraçada ao travesseiro, espera… Um meteórico encontro telefônico em sonolento português, ou era espanhol? Mencionou este outono… Não! Disse do mar esverdeado tão claro, ou apenas aguado pelo rio Mampituba. Das barcas avançando com redes, e dos botos, lembrou de contar. Mencionou os pastéis, a cerveja, e os camarões no espeto. A frio que fica grandão depois de um dia de calor verão. Claro! Citou o mar e também a espuma rendada na areia. Mencionou o silêncio das ruas e o vento entrando pelas frestas das janelas. Nem disse nada sobre sono e desejos… Explicou o sentido da liberdade. Livre para ser ela mesma, e fazer ela mesma ser assim: um desenho, uma aguada, e óleo na tela. O som, a palavra é agora. Telefônico encontro. Estranha emoção: como se a beleza da juventude voltasse toda. Ela soletra devagar o nome. Coisas de sonhos tropeçando, e despencando. Lá esta plantada na beirada da vida do outro. Gosta de tocar na distância deste refrão.  Talvez seja possível. Pois é, oxalá possa reatar velho sentimento, ou nova amizade. Não pode, certamente, invadir. Abrir velas, descobrir terras e chegar ao monte Pascoal! Não pode expor nem exigir. Olhar é o limite, mas… Bem, os encontros precisam ser no tempo certo, no limite certo, e justo na beirada da história de cada uma das suas próprias histórias. Elizabeth M.B. Mattos – março 2013 – Torres

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