Braço preguiçosooooo

Todas as pílulas, todos os meios… Que a dor diminua deste jeito, assim, e interrompa  a corrente que aperta. São  lembranças,  faltas, e ausências. Um nada pequeno e sussurrante desta visita que não chegou. É o Rio de Janeiro! Ruas sacodem inteiras em gritos de festa, às vezes doloridas. Possibilidades! Sem ansiedade, menos… O tempo  se move na lembrança cantante, e se declara amigo, pacífico. Lojas exalam perfume, e a delicadeza desta camisola supera o pijama! O sapato! A toalha! Louças delicadas para o chá! E tecidos que se desenham sonolentos. O mar. Ipanema. Delfim Moreira a janela. Volto ao Arpoador. Milhões e milhões de reais que foram cruzeiros cruzados… Saint Moritz não é vez este ano. Vou festejar o futebol do Taiti por três meses, não, quatro pra ficar  Gauguin,  e ser nativa. O certeiro do teu ponto te equilibra paulista. Eu me deixo consumir no copo de vinho azul. Amoras. Cafés. Sucessivos cafés com pão e manteiga, e mel, e leite, outra vez café. O gosto de frutas amassadas, e o caminhar lento, vagaroso rodeando a Igreja Notre Dame de Paris. Outra vez Eu. O vagar medido pela dor pequena e grande que o tempo impõe. Respeito. De volta entro na livraria Da Travessa: mais café. Cheiro de livros pacíficos acalmam o desagrado inteiro de estar, estou? Sozinha. Ele não veio segurar minha mão. Nada a lamentar. Sem memória. Por que contar beijos?

E tu me estendes o braço preguiçoso do amado…

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