O beijo

“Em RomaDiana era a deusa da lua e da caça, mais conhecida como deusa pura.”

 

Encontro, e detalhes. Um silêncio justificável, mas nem tanto! Peça de um velho quebra-cabeça incompleto, interrompido. Elo perdido. A moça bonita ama, responde e fala comigo. Acolher o desencontro dolorido da vida de G faz parte do espetáculo! Por conta do virtual, por conta da fantasia, maravilhosos hotéis e passeios, um passado na história inventada de Minas Gerais. Cartas descrevem rotas, rumos, paradas e exaustivas retomadas. É passado esquisito-esquecido porque inventado. Inverossímil. Tu menina, no entanto, existes. Reconsiderar perdas, dores e providenciar no que se nomina amor é estar alerta na vida. Suponho que seja o açúcar. Este encontro comigo atravessa sobras, chegas de um tempo virtual… Neste caso, um beijo amigo é um recorte para justificar a troca de mensagens. Sem compromisso, não traz de volta o tempo, nem tem futuro. É como passar a história num átimo. E revogá-la ao mistério de telhados numa cidade abandonada… Casas vazias, ruas com vegetação de desgovernado verde que avança sobre calçadas. Fantasmagórica tela pintada em tons amarelados com arabescos esverdeados. Rasgado vermelho no preto. Sem vultos. É um beijo perdido… Nem tanto para G, mas para a menina Diana Beatriz.

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