De Anita

023 (2)

“Genética

Embora eu devesse não me sinto outonal.

Não amarelo meus pensamentos. Não caem minhas ilusões.

Sou como um fruto maduro preso a um a galho,

E que se recusa a ser colhido.

Embora eu não devesse me sinto primaveril.

Brotam em mim botões de alegrias que renascem até nas tempestades,

No frio que vem das invernias.

Embora eu não devesse, renasço até nos pantanais

E ali consigo ficar mais frondoso.

É porque a semente que me fez nascer,

Creio de uma planta rara, especial.

Então,  sou como as flores que renascem em todos invernos, primaveras, verões

Que vicejam mesmo sendo tempo outonal.

Torres, 03 -09 de 1982″

Anita de Athayde Menna Barreto Mattos

023 (2)

16 comentários sobre “De Anita

    • Ele escrevia muito bem. Este foi um poema escrito ao acaso. Tenho muitos poemas e cartas dela. Ela foi oradora da turma na sua formatura. Eu publiquei no Blog junto com fotos do Colégio são José.

  1. Beth estou na Toscana e passando por um momento como este do poema. Sempre vou amar sua mãe, por tudo o q ela foi e continua sendo pra mim.
    saudades.

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