UTOPIA

Recorte perdido, sem data. Quem era a revolucionária Flora Tristán? Avó do não menos revolucionário Paul Gauguin. A pesquisa de Vargas Lhosa resultou no livro El Paraíso em La Outra Esquina, editora Alfaguara. Segundo ele não se conheceram, mas viveram vidas surpreendentemente similares.“- Flora era uma mulher de ação que teve uma idéia: aliar as mulheres aos trabalhadores para que fossem reconhecidos seus direitos – diz Vargas Lhosa. Gauguin descobriu sua vocação artística aos 30 anos, depois de uma vida convencional, com casamento, cinco filhos e um emprego próspero na Bolsa de Paris. – Guaguin também teve uma idéia: acreditava que a arte autêntica estava nas culturas primitivas, onde é uma expressão de totalidade social. Guaguin não encontrou o paraíso, mas terminou criando-o na sua pintura – diz Lhosa. As vidas paralelas de seus dois personagens lhe permitiram desembocar em uma particular reflexão sobre a utopia. Segundo ele, a utopia individual tem proporcionado os maiores avanços nas ciências, filosofia, e arte. As utopias têm nos salvado de viver na rotina,mas, cada vez que queremos materializá-las socialmente, o resultado é catastrófico afirma Lhosa. É normal que no século 21 sejamos céticos com as utopias. Não se deve rechaçá-las toda, mas a ideia de uma felicidade coletiva é impossível.”Image 

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