A janela

Estou sempre começando. Mas, na verdade, eu não sei onde é o início. Deve ter havido mesmo um início: inseguranças, frustrações. O desencontro. Antônia arrumou a minha mala, ponderou sobre tudo que eu precisaria nestes vinte dias fora de casa. Olhei para ela, mais cansada. Toda a sua agilidade… Movimentava o corpo pesado pela gravidez com leveza. Os meus planos? Sobrevivência. Olhar pela janela, olhar pela janela, olhar pela janela. A mesma vida repetida. Pressão. Quero fugir. Está tudo pronto. Artur colocou gasolina no carro, revisou os pneus… Aprumei o corpo.  Elizabeth M.B. Mattos – janeiro 2014 – TorresFoto0034

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