COSTURAS

20140217_101758 (2)A leitura tem o fio no vício. A química da leitura costura o alinhavado. O vestido se ajusta no decote perfeito. Falta a bainha, no linho, aberta, como renda… Então escrever é esta bainha. Costuras no corpo do manequim. É assim que se faz hoje, estica-se o pano, (de seda, ou algodão), e corta-se o excesso. Fixa-se ao corpo com alfinetes de cabeças coloridas, e molda-se a roupa, o texto. Estou a pescar o pensamento numa conversa aleatória, uma conversa que me agarra. É real o prazer afiado da palavra. Moldo, apanho frase, parágrafo. Elizabeth M. B. Mattos – março de 2014 – Porto Alegre

Deixe um comentário