Não apresse o rio

 

Pesa voltar. Queremos  mesmo ir em frente. Em casa outra vez. Chegar. Luta na batalha fechada, sem pensar, mas já é guerra. Peso dolorido deste cansar, exausto! Inverso…Calma mansa. Água da sede. Beber tua saudade também. Encosto a cabeça nas pedras, sinto o cheiro do mar, e o calor deste sol matutino. E o mar! Quero de volta os banhos frios, salgados e coloridos! Onde estás? Tu que amas o sol, a praia e as ondas? Quando voltarás a me acordar para um beijo apressado, uma visita com gosto de café de bar.

Como podemos ser livres para olhar e aprender quando nossas mentes, desde o instante em que nascemos até o momento em que morremos, são moldadas por uma cultura particular, dentro dos padrões estreitos do ‘eu’? Durante séculos temos sido condicionados pela nacionalidade, casta, classe, tradição, religião, língua, educação, literatura, arte, costumes, convenções, propaganda de todos os tipos, pressões econômicas, comida que comemos, clima em que vivemos, família, amigos, nossas experiências – toda influência que se possa imaginar – e portanto nossas respostas a cada problema estão condicionados.

Durante séculos temos sido condicionados pela nacionalidade, casta, classe, tradição, religião, língua, educação, literatura, arte, costumes, convenções, propaganda de todos os tipos, pressões econômicas, comida que comemos, clima em que vivemos, família, amigos, nossas experiências – toda influência que se possa imaginar – e portanto nossas respostas a cada problema estão condicionados. Você tem consciência de estar condicionado? Essa é a primeira coisa que você deve perguntar a si mesmo, e não como se libertar condicionamento. […]” p.231

Não apresse o rio (ele corre sozinho), Barry Stevens

 “Estou limpando bem a casa,  colocando todas essas coisas que tenho carregado comigo. E como ter tudo dentro de uma única malinha conveniente. Mas não foi por isso que as coloquei. A conveniência é secundária. A razão primeira foi eu querer que estivessem aqui, conforme emergiram em meu mundo – sairam do arquivo onde sequer estavam sendo lembradas há muito tempo – e entraram no livro. […]” p.232

Não apresse o rio (ele corre sozinho), Barry Stevens outra vez.

 

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