“Finalmente o rio se alarga na idade adulta, quando se começa a pensar: e agora? Onde? Quando, quando, o quê? E já temos um passado. Como amadurecer sem perder a graça, sem ficar embotado, sem sucumbir ao tédio da rotina com que nos enrolamos feito um cobertor que abafa as inquietações, as dores e os maravilhamentos? E ao nosso encalço corre o espectro traiçoeiro de acabarmos sensatos demais: temerosos, quando viver é preciso uma dose de audácia e fervor. Em que medida? Ninguém tem a resposta.” (p.65-66)
O tempo é um rio que corre Lya Luft. 2014 Editora Record
