Discos de vinil? Ou pedras?

Penso. Não sei. Pondero. Suponho. Ansiosa angústia! Medo. Imposição. O antigo, velho, se esfacela. Novas e galopantes medidas necessárias. Quais? E já estamos a correr, treinar, sorver. Sem passar o fio de lã pelas agulhas, direto pelas máquinas… A voz do fio. Sapatos, trem, avião. Comida das gramas, sem cheiro. Corrida. Carros, televisão, o coração. Enlatado. Conserva. Correto artificial.

A violência vem colada na rapidez. Delação, impunidade. Da insegurança esta tentativa de proteger, socorrer o mundo de dentro, desgastado, e velho muro da Rua Vitor Hugo, em Petrópolis! Da Porto Alegre dos calçamentos de pedra, do bonde. Como vou contar a vida pequena dos tachos de goiaba? Dos fios da massa caseira? Do velho fogão a lenha? Da minha ama Maria? Das tarde na varanda? Como vou contar esta história avessa das vezes de hoje. Da tatuagem que não fiz? É preciso dizer, grito! O que, afinal, posso te contar meu amigo? Quem quer saber de toalhas engomadas? Da porcelana, e dos meus discos de vinil? A vida vivida congela. Corro parada em fila pra entender o que vai acontecer amanhã.

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