Ao sabor do vento

“[…]pessoas que vivem ao sabor do vento. Parece interessante num primeiro momento, mas isto também significa não se posicionar, não tomar partido[…]”

É um estilo de vida, um jeito de ser, e tomar partido, engajar-se no sentimento, nos afetos, para o coração, pode ser a escolha, emocionalmente, errada quando se trata de um ser mundano, quero dizer, que vive no mundo fora da pátria, embora conjugado com ela, como é o caso. Sei lá se é bom viver no/ do outro lado do mundo, na outra lua, lembrando Hurakami. Como jogar futebol para times de outros países que não o seu! Ganha-se melhor, aperfeiçoa-se, faz a diferença… sei lá! Tem sempre alguém que quer explorar outros planetas, outras estrelas, e os que se acomodam num asteroide, como o Pequeno Príncipe. O que significa botar o pé no mundo? O amor, ou estas histórias amorosas, ou amorosas histórias de amor com ladeiras, precipícios, noites enluaradas, prazeres, delícias, lágrimas, e irritação. Superação, aceitação, as chamadas generosidades, e, constante negação interior. Não somos adestrados, amestrados, somos selvagens. Não somos? Se quisermos estar fazer parte da manada, do grupo, do acerto, da dupla, em família, socialmente dizendo, há que se acomodar com diretrizes e bases, dogmas, ou leis. Está na natureza rebelar-se. Num primeiro momento, como dizes. Existem seres humanos que permanecem selvagens. E digo selvagem no melhor sentido, a escolha é a do momento, ou salto, e vivo, ou entro na caverna, e me escondo, ou… Subo na árvore, tudo depende do cenário, do perigo, da força do momento. Escolher parcerias, complicado. Escolher é aperfeiçoar o limite. Bem, de certa forma, também um desafio. Outro tipo de desafio. Dizem que o tempo define o amor, o companheiro, mas, até este tempo de certeza chegar passamos por muitas surpresas, apenas, aceitando… Ao sabor do vento. Complicado para ambos os lados, mas muitos ambicionam o limite. Comprometer-se, em todos os sentidos, nem sempre é possível. Defendendo o moço? Pode ser. Não só histórias, fatos, nós trepidamos, suamos, e nos irritamos com o afeto, com a falta dele, o equilíbrio, a lógica não está na paixão. Aliás, não está em lugar nenhum. O bom companheiro acontece no bom momento. Clichê: no ambiente de trabalho, no desafio profissional, na mesma rua, no mesmo bairro, com a mesma situação financeira, com as mesmas, e reconhecidas carências, com os ajustes certos na hora de dar espaço, em família, na tragédia. Sem mágica. E, o principal, saber quem somos, e como queremos querer.

Que coisa mais longa!  Se viajar hoje …Talvez chegue para o cinema, não sei. Estou sem o hábito. Esta coisa de ler toma tempo!  O livro não posso emprestar. Cheio de anotações, intimidades. Fico assim, indo e vindo nas vontades! O temporal segue. Quase caiu um poste aqui na lagoa.  Muita chuva, e vento. Tanto vento!

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