Perdas e Danos

Decidimos o percurso do desastre. Conscientes ou não, explicitamente, ou implicitamente. Reservado, lacônico, inseguro. Viajo nos sentimentos. Solto amarras. Confiante menino!  Dificuldades, afetivas. Tendência de ver o mundo filtrado por sonho seguro. O que significa estar/ entrar na vida de alguém? Você pode ser obsessão: a mala que eu não pude abrir.

 

“É preciso sair deste torpor. Vou caminhar, reaprender. Quando choramos por aqueles que morrem no viço da juventude – aqueles que foram privados de tempo para viver -, choramos por alegrias perdidas. Choramos por oportunidades e prazeres que nós mesmos jamais chegamos a conhecer. Temos certeza de que, de alguma forma, aquele corpo jovem teria conhecido o desejo e o prazer intensos que procuramos em vão durante toda a vida. Acreditamos que aquela alma jovem, inexperiente, presa na armadilha daquele corpo jovem, poderia ter sido livre e conhecido toda a felicidade que ainda buscamos. Dizemos que a vida é bela e que proporciona satisfações profundas. Tudo isso nós dizemos, enquanto caminhamos como sonâmbulos, percorrendo o nosso tempo, através de anos feitos de dias e noites. Permitimos que o tempo caia sobre nós e se vá, rápido como as águas de uma cascata, acreditando que nunca se esgotará. E, no entanto, cada dia que nos toca – e a todos os homens do mundo – é único, irrecuperável, finito. E é apenas mais uma quarta-feira.”

(p.16 – 17 – Josephine Hart, Perdas e danos.)

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