Pote e Ouro

Escrever o que não se sabe, indagar, chegar ao âmago da confusão. Seguir às cegas. Tocar no Pote, reconhecer o metal precioso, a moeda. Vale para ficção, pro jornalismo, pro poeta, pra pessoa, pro amigo. Continuar. O que se convencionou chamar de conhecimento,   –  disfarça a ilusão de saber e o preconceito – embarga previamente a busca interior, investigação crucial.

Retocada inquietude… Turbulência flutuante. Desgoverno. Mentirasssssstodas. Guerra: granada, tiro, faca, tocaia, jaula. Decapitar. Executar. Aos tanques! Banquete. Carpete. Talheres e pratos, taças e vinhos, dieta, e excesso. Enjaulado preconceito. Acesa chama de velas no altar vazio. Guerra frouxa. Dele contra ele. Cinismo debochado.  Plateia estupefata, exausta de esperar, atônita. Sem medida nem jeito. Reuniões, conchavos, fotos…Descabelados crisântemos inúteis. Insônia. Tristeza sem lagrima. Suicídio e homicídio. Onde? Em que município, cidade, capital, estado, montanha. Sem luz, sem água. Nós agachados diante do pote de ouro no fim do arco-íris.

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