Pote e Ouro

Escrever o que não tenho certeza, ou não sei. Chegar ao âmago da confusão. Seguir às cegas. Tocar no pote, reconhecer o metal precioso, a moeda. Vale para ficção, ou jornalismo. Vale para o poeta e para as pessoas amigas, inimigas, ou indiferentes. O que se convencionou chamar de conhecimento disfarça a ilusão de saber. E o preconceito embarga, previamente, a busca interior, investigação crucial.

Retocada inquietude. Turbulência flutuante. Desgoverno. Mentirasssssstodas. Guerra: granada tiro faca tocaia. Decapitar. Executar. Aos tanques! Banquete. Carpete. Talheres e pratos, taças e vinhos, dieta, e excesso. Enjaulado preconceito. Acesa chama altar vazio. Guerra frouxa. Dele contra ele. Cinismo debochado.  Plateia estupefata, exausta de esperar, atônita. Sem medida nem jeito. Reuniões, conchavos, fotos. Descabelados crisântemos inúteis. Insônia. Tristeza sem lagrima. Suicídio e homicídio. Aonde? Em que município cidade capital estado montanha … Sem luz, sem água.  E nós inclinados diante do pote de ouro no fim do arco-íris. Elizabeth M.B. Mattos – abril de 2015 – Porto Alegre

 

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