O Tarzã

 – Tarzã? Mas eu conheço bem este Tarzã!  É um que se balança, de tanguinha, ao longo dos cipós, gritando e batendo-se no peito?

– Pffff!…É ridículo… Um minuto!  Não se sabe se ele tem inimigos nem amigos; ele dorme pouco, não bebe, nem fuma; prudente e encurvado, ele arrasta sua alta silhueta magra e desengonçada  pelas clareiras do mundo inteiro. Ademais adquiriu o estranho costume de morar onde trabalha, nas próprias obras em que dirige homens e máquinas.

 – Queres chamar o Tarzã?

Notícias pelos poros. Frio e calor ao mesmo tempo. O poder onipotente é o foco. Feiticeiro ou sábio.  O Tarzã.  Fazedor de mágica,  anedota, estória. Aquele que merece a fama cria invejosos.

À tardinha, depois da sesta, no momento em que o sol começa a se pôr, o feiticeiro  interroga acerca de coisas obscuras e complicadas, repetidas vezes. Fatos se agitam, tresloucados, e se misturam, apertam…Ironia dissimulada, a pergunta insiste. Flagrante delito de ignorância! Não sei como chamar o herói. Silêncio. Sorrindo a plateia aplaude.

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