Do desânimo

Não é cinza porque hoje fez sol. Não é falta de energia, levanto de um salto, bem cedo, caminho. Na ponta da lagoa, feirantes esticam lonas: verduras, frutas, flores. A lagoa corre, levemente, crespa. Estou caída aos encantos da crônica. David Coimbra na Zero Hora de sexta-feira, 06 de novembro de 2015. “Este mundo não é fácil. As pessoas são tudo, menos cristalinas, e, por mais que você tenha certeza do que é certo, nunca é certo que conseguirá fazê-lo e, se fizer, não é certo que acertará. A vida, definitivamente, não segue em linha reta.” Sobre canções, e poesia.

“A vida, definitivamente, não segue em linha reta. A selvageria do coração de Belchior não é a selvageria do tigre e do leão, é selvageria de cervo e do passarinho, do bicho pacífico e arredio, que não fará mal ao homem, mas não será domesticado. Este mundo não é para seres humanos como Belchior. Ele não se encaixa  nas exigências desta vida e, assim, afastou-se dela. O coração de Belchior é como vidro, como um beijo de novela. Por isso, por não aguentar, desistiu. Pelo menos é o que sinto. Porque como Belchior, às vezes também tenho vontade de pedir para a vida: Vida, pisa devagar. Meu coração, cuidado, é frágil.”

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