O calor das coisas

“Eu sei que errei, mas não me deixe agora. Eu protestei contra o que parecia sua culpa. Você me olhou afiando os olhos no meu rosto. Me senti retalhada, diferente das vezes em que me cortou e não sofri. Bem ao contrário, a carne me sorria, e u deixava que você me tivesse, porque a carne era a minha alma.”(p.121)

“Não sabes então que me amas, amas-me muito mais que podes saber/ Mas mesmo sem o socorro da tua consciência. E se não me amas com a paixão do meu amor, te ensinarei novamente a amar-me. Não te peço tempo, dias, horas. Sou mulher das longas estações. Serei verão quando exigires calor.” (p.123)

O calor das coisas : contos, Nélida Pinõn, RJ: Nova Fronteira,1980.

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