Preferes o cinza

Amigo, sedutor, desconhecido, ou apenas saudade?

Querias mesmo te aproximar, participar da festa e rir  com elesEles não significam nada. São figurantes. Querias conversar, fazer amor, ou apenas espiar? Coragem  a espada. Ou recuar? Deixar passar. Covardia surpreender. Cúmplice. Afinal, sabias que ele e eu nos amávamos. Sem amor  aberto, verde, azul, ou lilás. Preferes o cinza….

“Eu estava em pé, diante do piano, e olhava as orquídeas. Aquela casa era como o disfarce de alguém. Ou será que para você o disfarce era o uniforme? Você é o único a me dar uma resposta, e de fato deu, com a própria vida. Às perguntas mais importantes sempre terminamos respondendo com nossa vida. O que dizemos neste meio tempo não tem importância, nem os termos e argumentos com que nos defendemos. No final tudo, é com os fatos de nossa vida que respondemos às indagações que o mundo nos faz com tanta insistência. E que são estas: quem você é?… o que queria de verdade?… O que sabia de verdade?… A quem e a quê foi fiel ou infiel?… Com quem ou com o quê se mostrou corajoso ou covarde?… O que sabia de verdade?… São estas as perguntas capitais. E cada um responde como pode, com sinceridade ou mentindo; mas isso não tem muita importância. O que importa é que no final cada um responde com a própria vida. “(p.95)

As brasas, Sándor Márai

 

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s