O colecionador

Tropeçamos, afetivamente, na vontade, ou posse desenfreada. Colecionamos. A vaidade alimenta este compulsivo involuntário. Colecionamos objetos, mas também pessoas. Se associarmos fatos específicos, tipificados, catalogamos o arquivo particular que pode estar no amor, na intolerância. Por raiva, por frustração. Colecionamos sonhos e enredos. Somamos reações, resultados, atitudes. E, tudo acontece de forma mais ou menos inconsciente. Caímos na rede de uma boa, ou má aranha. Ficamos colados, presos, na engenharia de outra pessoa. Como Alice no País das Maravilhas, buracos, mutações, encontros, sorrisos misteriosos, autoridade, fuga, mutações. Colecionamos, mas também somos objeto do colecionador. Sedução, solução fácil. O encantamento esconde o jogo,

Definimos intimamente o limite do outro. No entanto, o amado interfere, ou se apossa do nosso tempo. Estar à disposição, alertas. Máquinas acionadas para rir, escutar, falar, tocar ou silenciar. Queremos ir e voltar definido por vontade própria, mas, comodamente, nos deixamos ficar. Não voltamos. A sedução paciente, justa ou injusta do outro define o relógio. Embalados por mimos, carentes, ou impotentes dançamos o minueto, e ficamos ali instalados no sonho do outro.

Colecionar, dicionário: reunir, erros ou desenganos. Sinônimos: adiragruparajuntarcoligirgruparjuntar e reunir

The Collector é um filme de suspense anglo-americano de 1965, dirigido por William Wyler, com roteiro baseado na novela homônima de 1963, de John Fowles.

 

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