Pesadelo grampeado

 

Choveu durante a noite, bastante. Segue caindo água batida. Sacudida pelo vento. Refrescou. Sonhei sonhos enormes. Pesadelo grampeado. Ouço repetidas vezes a voz do horror. Casa remexida. Janelas abertas. Luzes, todas, acesas. Já do jardim sinto o medo a me invadir. Atravesso o alpendre, empurro a porta entreaberta, e me surpreendo escabelada. Vísceras remexidas… Repugnância.

A porta da geladeira aberta, restos de comida em cima da mesa, garrafas esvaziadas, duas cadeiras viradas. Ostensivo vandalismo. Angústia e desalento. Escárnio. Roubaram a paz, e junto com ela  a dignidade.

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