o fio

tem um fio invisível que segura, prende um sentimento ao outro sentimento, um olhar ao outro olhar.

tem uma mão que segura outra mão

e aquela memória de tudo ser o mesmo, tudo igual, ou,  já não é mais…

e  já somos grandes, pessoas, adultos. E diferentes. Se espalha  urgência desastrada

quero os pés no chão, verdade pequena, chorar qualquer lágrima… entender.

e o pedaço de pão que reservei, o pote de água, a cama que deves descansar, te esperam, assim mesmo, … estranhados.

e não vens.

E não virás. Desembarcou noutra ilha. Não falas. Não compreendes.

E  eu te conto,  escrevo, meu querido. Desde muito pequena converso, brinco e falo contigo, amado imaginado. Foi tudo amarrado naquele fio esticado de ter doze anos, quatorze anos, quinze anos. E nos engalamos para dançar  naquele baile

As tuas areias, as tuas pegadas, outras. O teu mar, tuas terras, outras. Arrozais e pradarias ao vento: colorido teu mundo de luz, leveza, e sol.

Encantado, juvenil, descabelado  crisântemo,  alegre margarida. De sorrisos e leveza, crianças e balões. Outro quintal.

Vamos nos encontrar entre os perdidos –  desaparecidos, reencontrados, achados.

Outro mundo, outro amor. Outro encontro. E vais me sorrir uma vez…

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