Desaparece

Desapareceu aparece fica vai flutua pensa esquece na folha de jornal a notícia não mais do que notícia a palavra tua voz. E o espelho reflete vaidade sem saudade. Sombra sem sombra sem sentido sem elo sem fio sem chegada. Nada. Só a fantasia amiga do amigo. O jornal diminui  ou se extingue se reforma numa forma de revista sem cor, sem notícia, só o ia/vai … Há que ser resumo opinião o certo e o errado o bom lado do inferno escaldante e louco desta política malcheirosa deste sem caráter sem ética sem o outro, mas sempre só o eu do eu aberto exibido, e assim despido farsante…palhaço malabarista narcisista…Pois é, dia sim outro não, leio o jornal, apressada, nas escadas o jornal do vizinho que se esquece nem liga ou guarda o jornal da escada no vão da outra escada, esquece. Venta aqui. Venta um vento forte e morno. Do vento e do morno o bom do perfume doce dos jasmins. Espero a chuva. De notícias nem bilhetes nem cartas ou telegramas. Nada. O telefone toca apressado e grita estranho, desconfio, não atendo não falo desaprendo. Não ouço. Leio. Leio muito de tudo…Assim te envio mensagem ventosa no meio da noite que assobia e não espera, desaparece … marvao-portugal

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