. . . ainda Lampeusa

igreja beleza interior

O que penso?  Já começaste a escrever. A vida de Príncipe se abre organizada aos meus olhos. Pés enfiados na areia sinto a água do mar. E a praia e a serra conversam. O balneário e a capital conversam. E meu café preto se encanta com a taça de chá. Descalça, desarrumada nas minhas roupas pretas eu te penso. Vento nos cabelos. Ansiosa revejo mentalmente o livro do Lampedusa e lembro das castas da nobreza dos degraus. E também penso a burguesia o rebelde o camponês/ agricultor/ pescador. Se pudesse sentir os pés no gramado do teu palácio! Ter os braços ao sol. Se pudesse ser rebelde altiva proletária poderíamos assim mesmo conversar? E beber os vinhos da Sicília com casta de Nero d’Avola?  Sabor apurado gesto comedido a brindar. Conversa adequada e o tom certo na voz como se estivéssemos nos salões e não sentados nos degraus de um chalé beira mar. Beth Mattos de Torres

A sua volta pairavam outros espectros ainda menos atraentes que aquele: porque morrer por alguém ou por alguma coisa está certo, é da própria natureza das coisas, mas era preciso saber ou, pelo menos, ter a certeza de que as pessoas sabem por que ou por quem morrem.”  (p.23)

O Leopardo, Lampedusa

Portugal linda e invernosa

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