A muralha e os livros

A música, os estados de felicidade, a mitologia, os rostos trabalhados pelo tempo, certos crepúsculos e certos lugares querem nos dizer algo, ou algo disseram que não deveríamos ter perdido, ou estão a ponto de dizer algo; essa iminência de uma revelação que não se produz e, quem sabe, o fato estético. ” (p.12) outras inquisições (1952) jorge luis borges

“Cercar, construir a Muralha, queimar os livros … E Borges cogita: “Che Huang – ti talvez tenha querido abolir todo o passado para abolir uma única lembrança: a infâmia de sua mãe. (Não de outro modo, um rei , na Judeia, mandou matar todas as criança para matar uma)”

E Borges explica: Talvez o Imperador tenha querido criar o princípio do tempo  e se chamou Primeiro.

Cercamos casas para perpetuar, não ser invadido, queimamos fotos pra não ser lembrados, desejamos que nossa memória registre, e desenhe apenas o melhor. E. Mattos, Torres.

Um comentário sobre “A muralha e os livros

  1. “… a degeneração não pode entrar em um mundo fechado.” (Borges, tbém deste ensaio A muralha e os livros…) Sobre exatamente isto (fechar o mundo, parar o tempo para evitar degeneração) tem a pérola “O Perjúrio da Neve” escrita pelo Adolfo Bioy Casares (tbém parceiro e amigo de Borges) e que faz parte do livro Histórias Fantásticas…. Que bom este teu encontro com Borges, Beth !

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