A lista

Também eu quero a lista. A lista dos livros essenciais. Também eu quero me aproximar deste alicerce que construíste. Também eu quero procurar. Se a Vitor Hugo a casa aquela rua existir e se souberes o caminho  … Ouvir o que tens a contar pode me ajudar a escutar o que tenho para me dizer.  Eu preciso me apreender para te compreender.

O amor se espalha. Quando/ quanto se espera volta como onda cheio de força. Esquecemos idade,  já nascemos velhos …, ou envelhecemos como meninos ansiosos e barulhentos, encantados. A vida leva a vida traz e este mar  é nosso/ eu e tu. Estou esperando a voz o olhar, tua voz e a tua estória desta história. Olha para mim. E.M.B.Mattos

“A gente pensa que está apenas descansando, para melhor agir quando chegar o momento, ou sem nenhum motivo, o logo se descobre impotente para voltar a fazer qualquer coisa um dia.” (Molloy de Samuel Beckett)

3 comentários sobre “A lista

    • Estas saídas do real me preocupam muito, mesmo quando elas digam muito sobre o que somos. Li e reli tuas mensagens espalhadas como pólem por todo o Amoras, auscultando sentido nas entrelinhas e silêncios. Duvido que exista alguém que leia os teus textos como eu. Buscando indícios até nas recorrências, no que volta nos teus textos, como troncos, pedaços de madeiras, vindos de longe, que o mar leva para a beira da praia.

      Esta noite escrevi um longo texto sobre a estreita fronteira entre poesia, ficçção e realidade por onde temos transitado. Resolvi não mandar o que escrevi. Cheguei até a pensar em fazermos um pacto de nunca nos encontrarmos pessoalmente. Assumirmos – ou não- o caráter poético-ficcional da nossa comunicação, dispensando o.critério da realidade e das nossas intenções recíprocas. E aí chega tua “A lista”, evidenciando que tens lido e relido o que tenho escrevinhado, pensando em mim, tentando me compreender como eu tento tentado. E tudo isso é tão estranho e inusitado que chega a parecer quase irreal. E escreves: “Por todo o Amoras deixei mensagens.” Eu sei, eu vi. “Apenas tu e eu lemos.” Esta tua frase soa e ressoa com o sabor delicioso de uma cumplicidade amorosa. Como abrindo a porta da casa da rua Victor Hugo para eu entrar.

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