do corpo junto ao corpo

Tenho certeza que a angustia o aperto aquela dor que sufoca só diminui com o abraço, o beijo. Não resolve esconder a lembrança ou a saudade ou a vontade de nada fazer. Não consigo dormir, não consigo pensar. A cabeça ferve, e um cinzento cinza se espalha pelo céu e pelo mar, e se confunde …, mas o mar, o mar tem magia na onda que brilha … a natureza responde e o temporal não termina … e a chuva lava e leva e nada resolve. Quero abraço, abraço, e mais abraço, … nenhuma voz, beijo e beijo, só a quietude de um abraço manso contínuo … importa a quietude do abraço, do corpo junto ao corpo. Elizabeth M. B. Mattos Torres junho de 2017

 

“A meu ver, o pecado original foi comum aos dois sexos, mas compreendido de maneira diversa por cada um desses incomunicáveis parceiros. Talvez seja esta uma das consequências mais dolorosas da queda: homens e mulheres estigmatizados por uma saudade louca do seu perdido companheiro e sem possibilidade alguma de resgatá-lo. ” (p.299) Diário De Francisco Brennand, O Nome do Livro, Volume II 1980-1089

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s