Henrik Ibsen

“[…] deveria ter-me lançado na realidade – na dura realidade que não admite sonhos. Eu deveria ter recomeçado de baixo e ter subido novamente até as alturas – mais alto ainda do que antes, apesar de tudo o que tinha acontecido. Sra. Borkman balançando a cabeça, e olhando –a com um ar professoral:  Nada de novo acontece. Aquilo que já aconteceu também não se repete. É o olhar que transforma as ações. Um novo olhar transmuda antigos atos. (Interrompendo – se).  Mas, você não compreende nada disso. – E é esta a minha maldição: não ter nunca encontrado uma única alma que me compreendesse. Talvez uma. Mas há muito muito tempo atrás. Numa época em que eu não imaginava um dia precisar de compreensão. Depois mais ninguém. Ninguém atento o suficiente para, estando de vigília despertar-me – para soar com o sino da manhã fazendo – me renascer alegremente para o trabalho duro e convencendo – me de que eu não tinha feito nada de irreparável. ” (p.67) John Gabriel Borkman  Henrik Ibsen – Editora 34 – 1996

Uma conversa entre poetas.

numa noite de audácia incomparável passo a tratar – te por tu, e abraço com as pontas dos dedos os nós das tuas mãos; no fresco calor condicionado de um quarto onde a luz não dá para ler, recito estrofes e mitos; beijo -te não é? nada estava escrito, nenhuma verdade comum aos planetas, éramos só nós sem nenhum segredo, vivos e completos, serenos, mortais” – Antônio Franco Alexandre -, matemático, filósofo e poeta português.

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