ocupa espaço
da calma
da indiferença.
tudo tomado enquanto penso
obsessivanente penso em ti,
desaprendo a ser eu, sou dois
“Sonhamos supondo que o sonho é real; essa é a definição de sonho. Do mesmo modo, lemos um romance supondo que ele é real – mas no fundo sabemos muito bem que não é assim. Esse paradoxo se deve à natureza do romance. […] a arte do romance conta com a nossa capacidade de acreditar ao mesmo tempo em estados contraditórios.”
Orhuan Pamuk – O romancista ingênuo e o sentimental