imaginação faminta

…, pé ante pé, devagar, atenta. Subo os degraus. Não quero te acordar. A casa dorme. A memória descansa. A saudade adoece: eu ainda te sinto! Saudade de ti se acalma porque te escrevo. Amanhece devagar neste dia primeiro de dois mil e dezoito. Ano par que me devolve meus dezoito anos. Esperei devagar, espiando. Gosto desta piação. A passarinhada amanhece antes de mim. Estou viva, escandalosamente viva! Elizabeth M.B.Mattos  janeiro de 2018

– É você, Henry? – perguntou em voz alta. Não ouviu resposta, mas a casa reverberou outra vez.

– Henry, você entrou?

Mas era o coração da casa batendo, de leve no início, depois mais alta, marcialmente. E abafou a chuva. A imaginação faminta é a que tem medo, não a bem alimentada. Abriu a porta que dava para a escada.” (p. 214) E.M. Forster  Howards End

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