terror

O terror do homem deve ser apenas ser homem. Estou envolvida, embrulhada no que me foi transmitido como correto,  –  enfiada na vida do outro dentro do outro, pelo outro. Posso estar, inclusive, na imaginação do outro.  A pessoa que não sou. Não me reconheço neste afã de agradar/participar. É difícil desbravar o território interior/íntimo.Solitário. Resta a sensação esvaziada fantasiada de intenso.

Chove a chuva que Torres esperava. Sem força. Chegou mansa aos pingos , e não vai lavar nem limpar o pecado da invasão. Lixo acampado nas calçadas. Carros abarrotados. Descaso. O enfado se atirou na areia da praia. Sem respeito, nem harmonia. Lágrima chega com a chuva. Desespero miúdo a perguntar por quê? Aquela ideia pequena quando digo: sou quem sou? Por que me faltou coragem energia para ser diferente? Eu me deixei ficar… Elizabeth M.B. Mattos – janeiro 2018

Lembro-me de acordar depois com a boca amarga e o coração cheio de angústia. Acho que nessa época era uma premonição. Agora é talvez uma confirmação. Seja como for, não me aflige. (p.31) José Eduardo Agualusa  O vendedor de passados

CAetés CAETÉS

Foto: Luiza M.Domingues

3 comentários sobre “terror

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