nunca te vi sempre te amei

Dou faxina em meus livros toda primavera e jogo fora os que nunca voou ler de novo, assim como me desfaço de roupas que nunca mais pretendo usar. Todos ficam chocados. Meus amigos são gozados, a respeito de livros. Leem tudo que é best seller e o fazem tão depressa quanto possível, desconfio que passam por alto de muita coisa. E NUNCA leem nada pela segunda vez, de forma que um ano mais tarde não recordam uma só palavra. Mas ficam profundamente chocados, quando me vêem jogar um lixo da  cesta ou doá -lo. Do jeito que eles reagem, o negócio é comprar um livro lê -lo, botá -lo na prateleira, nunca mais abri – lo pelo resto da vida, mas não se pode jogá -lo fora! Por que não? Pessoalmente não me ocorre nada menos sacrossanto do que um mai livro ou até mesmo um livro medíocre. […]

E ouça, Frankie, vai ser um longo e frio inverno, tomo conta de crianças à noite E PRECISO DE MATERIAL DE LEITURA; portanto, não fique aí paradão. Trate de me catar uns livros.” hh

Rua 95 Leste, 14 – Nova Iorque – 18 de setembro de 1952

Helen  Hanff –  mulher especial. O filme me encantou, o livro mal feito, tradução péssima, mas amei Londres: penso/viajo a cada carta lida… Queria mesmo ter outra vida para me dedicar, completamente, as leituras. Queria ter um espaço só meu … e fazer o sonho. Elizabeth M.B. Mattos – fevereiro – 2018

Francisco Antônio Stockinger  e eu na Garagem de Arte – Luciana de AbreuNUNCA TE VI SEMPRE TE AMEI e amei

Dois NUNCA TE VI SEMPRE TE AMEI

 

 

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