viajo no teu corpo

No teu abraço amanheço. No gosto da palavra teu cheiro. Nas tuas mãos meu cabelo. Sem dormir acordamos, tu e eu, no revirado desejo deste encontro desejado. Vencidas curvas da estrada : ano dia semana horas. No silêncio teu abraço. Sorriso no meu, o teu. No escuro amanhecer de chuva e sol. Sim, é preciso viver, e ter esperado/passado …, anos que nem tu e nem eu nos pensamos. Revirar hoje o meu desejo no teu. Espicaçar este gozo ao teu encontro, e tu ao meu. Vou te beijando aos poucos, sem pressa gulosa. Desperto com preguiça: eu te vejo. Interrompo e sigo, amoleço e não digo. Vou me desfazer da palavra. Nua. Despedida chegando sendo tua outra vez. E podes me ver como sou. Quero sentir como és.  Nudez do tempo sem medo porque ainda é tempo. As letras não seguram nem escondem o desejo de ser tudo outra vez …, eu mesma. Outra vez inteira mulher na fresta do teu olhar. Vou me vestir devagar. Em tuas mãos …., outra vez. Despida tocada, revirada te amo. E volto a te beijar na pressa de sair e voltar ir e vir. Escondido fantasiado inteiro este desejo de desejar. Não vou sair do meu lugar, não vais sair do teu lugar, vamos apenas transgredir, continuar, seguir assim na tua voz na minha voz escorregar. Viajo no teu corpo, não me importo. Estás no meu. Elizabeth M.B. Mattos – abril de 2018 –

o retratooooooooooooooooooooooo

Frank Wan … o nosso corpo tem toda uma cartografia de outro(s) corpo(s)…
Magnífico!!!

Oswaldo José De Paula Barbosa Que texto Lindo! Que sensibilidade!


From: <grassin@unilim.fr>
Date: Qua, 2 de mai de 2018 06:48
Subject: Re: Tu vas bien
To: Elizabeth Mattos <e4mattos@gmail.com>

Tu as un vrai talent d’amoureuse et de poète. C’est fort et tendre, vrai et beau, puissant. Quel bonheur pour les amants au petit jour! Comment peut-on connaître cela hors du songe dans la vraie vie?
Je garde ton texte comme inspiration pour la conférence que je me suis imprudemment engagé à faire au mois d’août dans une université d’été consacrée à la femme. Finalement j’ai intitulé mon propos « Erotique de la femme. Imaginaire de la mer. Clarté du monde. (d’après Saint-John Perse) ». Il s’agit, bien sûr, d’Amers (Etroits sont les vaisseaux), le plus grand poème érotique de la langue française : c’est une parole de l’amante dans le poème qui me servira de point de départ pour cette « navigation » sur l’amour : « je t’ouvrirai ma nuit de femme plus claire que ta nuit d’homme ».
Beijo à distance.
jmg

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