reentrância

No meio da noite teu corpo no meu. Reentrâncias. A língua sente a maciez da pele. Sugo teu gosto. Durmo encolhida nos teus braços que são meus braços. Não faço planos. Estou na tua cama. Toco e movo meus pés em tua direção… Diante do espelho eu me pergunto da beleza. Das rugas, do fio branco no cabelo, das olheiras. Conversa estreita com o tempo. Existe tempo quando se ama? Ou tudo é  mesmo uma projeção, uma ideia do nosso olhar. Elizabeth M.B. Mattos – maio de 2018 – Torres

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