confiar seus males

O tempo não tinha desbotado minhas lembranças (como eu pedira a Deus), nem curado minhas feridas como dizem que sempre faz. Eu começava cada dia na esperança de estar melhor, com minhas lembranças um pouco menos aguçadas, mas acordava sempre para a mesma dor, como se um lampião negro ardesse o tempo todo dentro de mim, irradiando as trevas. Como eu ansiava por pensar nela só um pouco menos, e acreditar que, com o tempo viria a esquece – la! Mal havia um momento em que eu não pensasse nela; a verdade é que, com poucas exceções, pensava nela o tempo todo.” (p.177) Orhan Pamuk / O Museu da Inocência ...,fico possuída e tomada de raiva porque não consigo apagar uma ideia uma possibilidade um café uma rodoviária, um possível sorriso, ou seja, um nada me assombra. Eu posso sapatear, abrir espaços buracos negros pra jogar todos os escritos e então deixar de me assombrar com o que não acontece. Sigo lendo desanimada e a história do livro Neve me assombra. Terei que caminhar e ir até o mar, mergulhar, pular, ouvir todas as músicas, esquecer, ir ao cinema, magia negra. Então ficará apenas pó. Beth Mattos – fevereiro 2018 A Copa terminou deixando um grande vazio. Amanhã começam os nossos jogos. Será que vou me animar a correr/torcer pelo Internacional? Não sei. E. Menna Barreto Mattos fevereiro 2018 – Torres

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